Origem do PLE – Personal Learning Environment

O desenvolvimento tecnológico provocou mudanças sociais e culturais, nomeadamente com a Web 2.0, que acabaram por convergir no chamado PLE –  Personal Learning Environment, em português Ambiente Pessoal de Aprendizagem, como resposta à nova realidade emergente.

O e-learning funcionava muito baseado em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (Virtual Learning Environments – VLEs) fechados e veiculando visões tradicionais do ensino e da aprendizagem de que falava Downes (2005)  ou era muito burocratizado, na forma de objetos de aprendizagem servidos em Sistemas de Gestão da Aprendizagem (Learning Management Systems - LMSs), que não respondiam com satisfação às  necessidades dos aprendentes/utilizadores, nem à nova realidade emergente.

Consta em Educação, Formação & Tecnologias, vol. 2 (2), Novembro 2009, pp 1-2, que “A ideia dos PLEs terá aparecido pela primeira vez, segundo reporta o wiki do CETIS(1), num artigo de Bill Olivier & Oleg Liber escrito em 2001 e intitulado Lifelong learning: the need for portable personal learning environments and supporting interoperability standards. Neste artigo, Olivier & Liber propunham, segundo Severance et al. (2008), a integração dos contextos institucionais de aprendizagem com um modelo peer-to-peer que se centrasse na aprendizagem pessoal e ao longo da vida”.


Bibliografia anotada que nos ajuda a compreender o PLE- Personal Learning Environment:

1 - Attwell, Graham (2006), Personal Learning Environments - the future of eLearning?

https://www.researchgate.net/publication/228350341_Personal_Learning_Environments-the_future_of_eLearning  (visitada em 25/03/2023)

 Este artigo explora a evolução do conceito de Personal Learning Environments (PLEs) e seu papel potencial no futuro do e-learning. Attwell explora o conceito de Personal Learning Environments (PLEs) e seu potencial como uma abordagem mais personalizada para a aprendizagem online. Discute a evolução dos PLEs, desde suas raízes na teoria da aprendizagem conetivista até a adoção cada vez maior por parte dos educadores. O autor também examina os desafios e oportunidades que os PLEs apresentam para o futuro do eLearning. O autor argumenta que os PLEs oferecem uma abordagem mais centrada no aluno para a aprendizagem, permitindo que os alunos personalizem os seus ambientes de aprendizagem e gerenciem os seus próprios processos de aprendizagem. Discute as tecnologias que podem ser usadas para apoiar PLEs, como feeds RSS, blogs, wikis, redes sociais e outras ferramentas de mídia social. No geral, o artigo fornece uma visão sobre  PLEs e seu potencial como uma abordagem mais personalizada para a aprendizagem online.

 2 - Downes, S. (2012). Connectivism and Connective Knowledge: Essays on meaning and learning networks. National Research Council Canada.

 Disponível em: http://www.downes.ca/files/books/Connective_Knowledge-19May2012.pdf

(visitada em 26/03/2023)

Este livro  "Connectivism and Connective Knowledge: Essays on meaning and learning networks" de Stephen Downes é uma coletânea de ensaios que discute a teoria do conetivismo e a sua relação com a aprendizagem conetada e colaborativa. O autor fala-nos nas páginas 8-11 e 86-90 de Ambientes Pessoais de Aprendizagem (PLEs). Downes apresenta a ideia de que os PLEs são uma manifestação da teoria do conetivismo, já que eles permitem que os alunos construam suas próprias redes de aprendizagem conetadas e personalizadas. O autor defende que os PLEs são uma alternativa aos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) tradicionais, que muitas vezes são projetados de forma centralizada e limitam a autonomia dos alunos. Argumenta que os PLEs devem ser vistos como uma parte integrante de uma abordagem mais ampla para a educação conetada e colaborativa.  O autor destaca ainda a importância da criação de redes de aprendizagem baseadas em interesses e objetivos partilhados e discute como as tecnologias digitais podem ser usadas para apoiar essas redes.

Avançando na descoberta do PLE , surgirá um novo post sobre a sua definição e muito mais.


Comentários

  1. Olá, Alexandra
    o primeiro artigo permite ter uma boa perspetiva sobre o potencial dos PLE para transformar o eLearning, possibilitando aos alunos assumir a sua própria aprendizagem. Já o segundo artigo, oferece uma visão interessante sobre a teoria do Conectivismo e do seu valor para a aprendizagem, num mundo cada vez mais digital e conectado. Bom trabalho!
    Um abraço,
    Cláudio

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