REPRESENTAÇÃO
VISUAL
DO MEU
PLE – Personal Learning Environment
Fig.1 – PLE de Alexandra Bastos
No âmbito da
minha aprendizagem neste mestrado, tenho o hábito de todos os dias abrir o
email institucional, e normalmente uso o meu TLM para verificar as mensagens,
avisos, discussões e alertas. Depois organizo o meu tempo profissional e
pessoal e decido um período(s) para entrar na plataforma Moodle e progredir no
que me for possível.
Os PLEs
podem ser vistos como os espaços em que as pessoas interagem e se comunicam e
cujo resultado final é a aprendizagem e o desenvolvimento de saberes coletivos.
Em termos de tecnologia, os PLEs são compostos por uma coleção de ferramentas
fracamente acopladas, incluindo tecnologias Web, usadas para trabalhar,
aprender, refletir e colaborar com outras pessoas” (Attwell, 2010, p. 5)
Com o objetivo de concluir
a parte curricular do mestrado em pedagogia do e-learning, da universidade
aberta, procurando adquirir conhecimentos em educação e-learning, vou
acompanhando as temáticas educacionais segundo a orientação dos docentes de
forma online. Em particular, nesta unidade de curricular intitulada “Pedagogias
do E-learning”, foi proposto ao aluno a elaboração do seu próprio PLE virtual.
Segundo Adell, Jordi (2010), Personal
Learning Environments (PLEs), ou Ambientes Pessoais de Aprendizagem (português),
são ambientes pessoais, onde
o aprendiz/estudante decide quais os melhores recursos que o podem ajudar
aprender. O aprendiz traça os seus
objetivos, escolhe os seus instrutores, ferramentas, conteúdos, rede de
pessoas, e desenvolve a sua própria forma de aprender por via da internet, no
uso das tecnologias da informação e comunicação.
Para esse fim, criei o meu
próprio PLE visual (fig.1) para explicar as minhas relações cibernautas, que
utilizo para desenvolver a minha aprendizagem, ou seja, o meu PLE.
Segundo Paulo Freire, “A educação deve
promover a autonomia e a criatividade do aluno para que o mesmo consiga
resolver problemas no futuro e não se torne um mero reprodutor de ordens e de
um sistema desigual (FREIRE, 2004).
Sou a protagonista da
minha própria aprendizagem, recebo informação/conteúdos do
professor/orientador, pesquiso, leio, vou selecionando e gerindo os conteúdos,
organizo, filtro, escrevo, desenvolvo e partilho as minhas reflexões,
publicações e trabalhos sugeridos pelos professores. Para que consiga operacionalizar o que
descrevo, necessito estar conectada com a internet e ter um PC que
suporte trabalhar com a plataforma Moodle, sendo a plataforma de uso na
universidade Aberta, onde aprendo, e sempre que possível uso softwares de uso
livre e aberto. Esta informação, considero estar representada na minha
descrição “Tecnologias, web, equipamento, software” (fig.1).
“Para Ivanova e Ivanova
(2010) faz todo o sentido envolver os alunos na gestão da sua própria
aprendizagem, como a construção de seus próprios ambientes de aprendizagem
pessoais, delineando os seus objetivos e interesses, de forma a desenvolverem
as habilidades e a motivação necessárias para o sucesso da aprendizagem ao
longo da vida. De acordo com Attwell e Costa (2008) a aprendizagem ao longo da
vida é vista como necessária para a atualização das competências e
conhecimentos, e essencial para aumentar a produtividade”, (Rodrigues, P. (2012)
em “Ambientes pessoais de aprendizagem: Conceções e Práticas – Universidade de
Lisboa: Instituto Educação”, p.15.
Sendo o meu objetivo
acrescentar competências e conhecimentos, recorro a ferramentas e recursos como a plataforma Moodle,
adotada pela Universidade Aberta e outras plataformas de aprendizagem online, mas
também livros, artigos, vídeos, podcasts, aplicativos, redes sociais, entre
outros, que considero estar representada na minha descrição “ Ferramentas
colaborativas: Plataforma moodle e outras”.
Utilizo as ferramentas
disponíveis na web e sempre que possível as que se disponibilizam de forma
aberta e uso livre, assim como procuro selecionar recursos REA. Procuro
recorrer para pesquisa a repositórios REA, onde existe uma vasta variedade de publicações
académicas que são um valioso contributo para a aprendizagem. Mas também
recorro à diversidade do mundo web, utilizando motores de busca tipo, google,
scholar, Youtube, instagram etc, onde encontro muita informação que tenho de
pesquisar, filtrar, verificar o tipo de licença, a sua origem e após esta
organização, a utilizo no âmbito da minha aprendizagem. Para não falhar com a
entrega dos trabalhos nas datas definidas pelos professores no âmbito do
mestrado, criei uma folha de excel onde vou inserindo todas as atividades e
prazos (considero o meu cronograma) e vou planificando o meu trabalho e controlando
a sua evolução. Vou atualizando a folha de excel para que quando retomar a
atividade tenha noção do estado da mesma e após a sua conclusão, submeto-a na
plataforma Moodle e encerro a atividade na folha de excel. Esta informação,
considero estar representada na minha descrição “Pesquisa e organização de
materiais”(fig.1).
Edição/produção de
Materiais online e offline (fig.1),
representa o resultado do meu estudo, que tenho apresentado de diferentes
formas em diferentes unidades curriculares, tais como: Blogue, wiki, documentos
word, páginas web, e-book, powerpoint. Também em trabalho de grupo, tenho
estado com outros colegas a produzir conteúdos, recorrendo a formatos
colaborativos, ex. na wiki. A questão do online ou offline, prende-se com o
facto do software utilizado estar ou não instalado no próprio computador como
exemplo o Audacity para a edicão de ficheiros em áudio ou ser online como por exemplo Google Docs
para produção textual, aplicativos que tenho já recorrido. Nesta representação,
está incluída a submissão dos materiais produzidos e submetidos no modo
indicado pelo professor, para serem comentados e avaliados pelo docente.
A comunicação tanto com o professor como com os
colegas, tem sido maioritariamente na participação nos fóruns assíncronos, e na
partilha de documentos por mim produzidos, e de recursos que se encontravam
disponíveis na web que considerei pertinentes partilhar. Também algumas sessões
síncronas, permitiram a partilha e comunicação entre todos os participantes de forma
online em ambiente virtual. Outros aplicativos para comunicar como o whatspp, em
situações de trabalho de grupo ou ligação com alguns colegas, a plataforma Moodle,
e outras redes sociais, como Facebook, instagram, tweeter, são recorrentes no
percurso da minha aprendizagem. Esta
informação, considero estar representada na minha descrição “Comunicação/partilha/fórum”.
Na minha imagem PLE
virtual, inseri ponteados para dar a entender que são fluxos que se estabelecem
entre o cérebro da aluna, de informação e aprendizagem e todas as conetividades
existentes nas tecnologias de comunicação e interação social.
Em suma, optei para o meu
PLE virtual, organizar cinco classificações e explicar o que cada uma comporta
ou representa para mim no percurso da aprendizagem. Procurei exemplificar,
contudo, nem todos os recursos, ferramentas e situações ficaram aqui documentadas.
Tenho refletido e avaliado
o meu percurso de aprendizagem e chego à conclusão que o meu PLE é importante para me ajudar a apurar, se estou a progredir,
aprender e inovar em conhecimentos, ou se tenho de adotar outras estratégias
que permitam melhorar a aprendizagem.
Também a avaliação por parte dos docentes tem sido importante para reforçar o
entendimento que tenho sobre mim mesma, enquanto aluna. Na aferição destas duas
métricas faço uma autoavaliação positiva, neste processo autónomo e
construtivista da minha aprendizagem.
“Conceber a educação,
hoje, remete-nos a novos e atuais processos sociais e culturais, sustentados
numa cultura em rede, implicando-nos na inevitabilidade de integrar o processo
de ensino e de aprendizagem no cotidiano dos indivíduos e de potenciar as
sociabilidades aí existentes (Moreira; Ferreira; Almeida, 2013)”,em “Educação
Unisinos – v.23, n. 4, outubro-dezembro 2019”, p.692.
Bibliografia:
Adell, Jordi (2010),
Personal Learning Environments (PLEs),
Portela,F.
(2014). Personal Learning
Environments – Um Ecossistema de Aprendizagem em e-Learning. Consultado
em 10/04/2023.Dissertação
Personal Learning Environments.pdf (unl.pt)
Attwell, G. (2013). New thoughts on Personal Learning
Environments. Pontydysgu Bridge to
LEarning. Consultado em 10 de Abril de 2023, em
http://www.pontydysgu.org/2013/11/new-thoughts-on-personal-learning[1]environments/
(FREIRE, P. (2004). Pedagogia da
autonomia:saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra.
Moreira; Ferreira;
Almeida, (2013)”. Modalidade da Pós-Graduação Stricto
Sensu em discussão: dos modelos de EaD aos ecossistemas de inovação num
contexto híbrido e multimodal “Educação
Unisinos – v.23, n. 4, outubro-dezembro 2019”, p.692.
Rodrigues, P. (2012). “Ambientes
pessoais de aprendizagem: Conceções e Práticas – Universidade de Lisboa:
Instituto Educação”.

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