Sabia que PLE – Personal Learning Environment não se define como um software, nem uma aplicação que se instala.

 Então como se define?

Segundo Adell, Jordi (2010), Personal Learning Environments (PLEs), ou Ambientes Pessoais de Aprendizagem em português, são ambientes pessoais, onde o aprendiz/estudante decide quais os melhores recursos que o podem ajudar aprender.  O aprendiz traça os seus objetivos, escolhe os seus instrutores, ferramentas, conteúdos, rede de pessoas, e desenvolve a sua própria forma de aprender por via da internet, no uso das tecnologias da informação e comunicação. Os estudantes desenvolvem os seus próprios ambientes de aprendizagem personalizados, gerindo, organizando, controlando e partilhando o seu próprio processo de aprendizagem.

Os ambientes de aprendizagem personalizados podem incluir uma variedade de ferramentas e recursos, como blogs, wikis, redes sociais, fóruns online, vídeos, podcasts, jogos educativos, entre outros. O objetivo dos PLEs é permitir que os alunos assumam o controle da sua própria aprendizagem, selecionando e organizando as ferramentas que melhor se adequam às suas necessidades e preferências.

Os PLEs são frequentemente associados à teoria da aprendizagem conetivista, que enfatiza a importância das conexões e interações entre as pessoas e recursos de aprendizagem para a construção do conhecimento. Os PLEs podem ser utilizados tanto em ambientes formais de aprendizagem, como escolas e universidades, quanto em contextos informais, como a aprendizagem ao longo da vida.

Estes ambientes de aprendizagem assentam em pressupostos teóricos e estruturam-se em três partes fundamentais: ferramentas; recursos ou fontes de informação e rede pessoal de aprendizagem. A comunicação via objetos mediados pelas redes sociais tem um papel fulcral. Normalmente é o sítio onde se desenvolve parte da atividade da aprendizagem, se estabelecem relações de conetividade e confiança e este intercâmbio virtual, muitas vezes é mais reflexivo e permite tirar tanto interesse das relações pessoais como pelas virtuais.

Segundo Paulo Freire, “A educação deve promover a autonomia e a criatividade do aluno para que o mesmo consiga resolver problemas no futuro e não se torne um mero reprodutor de ordens e de um sistema desigual (FREIRE, 2004).

 Bibliografia

 

  1. Coutinho, C., & Bottentuit Junior, J. B. (2015). Aprendizagem em rede e ambientes pessoais de aprendizagem: fundamentação teórica e prática.  (pp. 13-34). Universidade Aberta
  2. Mota, J. (2009), Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias, vol. 2 (2), Universidade Aberta


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