Dois REAs utilizados para
aprendizagem
No âmbito da unidade
curricular Materiais e Recursos para eLearning, apresento dois REAs, utilizados
para aprendizagem para públicos diferentes e com fins distintos.
REA 1 – Moodle Educação aberta para um futuro melhor: o
compromisso do Moodle com a aprendizagem
Motivada pelo uso da plataforma Moodle no âmbito do
mestrado, optei por fazer a escolha de um dos REA, a própria Moodle. O Moodle é uma plataforma executada em ambiente virtual, web, com sistema de código aberto, também conhecida como Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA), e é utilizada por alunos e professores como ferramenta de
apoio ao ensino à distância em mais de 220 países. Funciona como uma sala de
aula online. Os professores podem disponibilizar material didático e propor
tarefas interativas, como testes e discussões em fóruns. O ambiente facilita a
interatividade, troca de conhecimento e partilha bem como arquivos multimídia.
O meu raciocínio pretende incluir o Moodle como REA na
vertente exploratória do aluno sobre o conhecimento do próprio Moodle. Quando
iniciei o mestrado, não sabia como utilizar o Moodle e tive que pesquisar e
aprender.
REA 2 - Coisas
que gosto de partilhar
https://coisasquegostodepartilhar.blogspot.com/
Coisas que gosto de partilhar é um Blog de materiais de 1º ciclo e Educação
Especial, da autoria de Sónia Rodrigues, Professora. Gostei bastante da forma
apelativa, colorida e diversificada de materiais que apresenta. A
disponibilidade de diferentes temas e informações e a possibilidade de se
utilizar os materiais didáticos de forma atrativa. Cheguei a este recurso,
quando pesquisava para encontrar uma resposta sobre oceanos e continentes, a
partir da pergunta de uma criança e achei que poderia usar este blog para o
trabalho.
A Web disponibiliza um oceano agitado de REA, razão pela
qual é premente conhecer os critérios de seleção de boas fontes, como disse,
Carvalho (2007), “saber identificar os indicadores de qualidade de um site
educativo é algo de imprescindível no século XXI, dada a crescente importância
da Web como recurso informativo”.
Apresento alguns critérios/domínios que presidiram à minha escolha no ato de avaliação dos REAs e devem ser contemplados como garante de qualidade do recurso:
Domínio técnico: Como software livre e intuitivo, apresenta facilidade de
acesso, boa aparência e boa distribuição de tópicos, manuseamento simples.
Utilizadores/professores/alunos podem melhorar de forma fácil, através de
vídeos, ilustrações, imagens, outros, tornando os conteúdos mais atrativos. O
Moodle é de fácil uso colaborativo, sendo o Blog mais limitado.
Domínio linguístico: Ambos os REAs
encontram-se disponíveis em vários idiomas, facilitando assim o acesso à
plataforma e blog em vários pontos do mundo.
Domínio pedagógico: Moodle, é um recurso que se adequada a ser utilizado
por qualquer área curricular, porque é adaptável com as várias atividades que
disponibiliza, desde envio de ficheiros, publicação de conteúdos,
calendarização de datas, fóruns, testes, questionários, etc., sendo por isso um
recurso muito relevante para o desenvolvimento de competências de aprendizagem,
porque estando disponível as atividades, os alunos poderão aceder quando bem
entenderem, quer acendendo na escola, em casa ou qualquer outro lugar e desta
forma cada aluno pode controlar o seu ritmo de aprendizagem. O Blog tem domínio
pedagógico mais limitado ao seu público alvo.
Domínio de usabilidade: Ambos os REAs podem ser acedidos através de qualquer
browser e não existe a necessidade de nenhuma instalação de software
específico. É bastante intuitivo e de fácil uso.
Domínio do potencial: O Moodle é desenvolvido colaborativamente por uma comunidade
virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre,
administradores de sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o
mundo. Evolui constantemente adequando-se às necessidades dos seus utilizadores
o que o transforma num recurso com forte potencial. O Blog basicamente é fruto
do trabalho de uma professora.
Pretendi identificar 2 REAs com dimensões muito distintas
para salientar que o uso dos REAs para utilização na aprendizagem pode surgir
de pequenas fontes, tal como um Blog ou grandes fontes como o Moodle, porém a
qualidade tem de ser observada assim como os domínios que acima referi.
Igualmente quero aqui referir que considero o público-alvo do Blog o
identificado no próprio Blog (1º ciclo e educação especial) e limito por minha
opção, o público-alvo do Moodle aos alunos universitários.
Para
clarificar o modo como usaria estes REAs numa atividade de aprendizagem,
iria supor assumir a qualidade de professora (nunca o fui) e ao integrar estes REAs nas minhas aulas,
procuraria explorar o potencial dos REAs com objetivo de despertar interesse,
motivar a pro-atividade e orientar a
aprendizagem de forma a enriquecer o conhecimento dos meus alunos. Marquès (2001) refere que as
estratégias didáticas são integradas por atividades que contemplam a interação
dos alunos com os conteúdos.
Como professora atenta, terei de recorrer à observação de
alguns aspetos muito importantes para dirigir de forma assertiva a partilha dos
conhecimentos, tais como: características dos estudantes, motivações e
interesses, disponibilizar os REAs que selecionei, utiliza-los como materiais
didáticos e definir tempo disponível;
Genericamente planificava a utilização dos REAs da
seguinte forma:
-Fornecia os Links
-Lançava o tema de estudo, orientava as tarefas e pedia
ao aluno que concretizasse determinadas atividades. Considerando que o aluno ao
fazer, vá aprendendo (sempre com o meu apoio e monitorização);
-Limitava datas de início e fim das atividades e sugeria diferentes
formas de os alunos as apresentarem;
-Nos 2 REAs que apresento os alunos são totalmente
diferentes ao nível da aprendizagem, dado serem de 1º ciclo e universitários.
Contudo em ambas as situações, procurava recorrer a metodologias ativas. Assim,
aos alunos universitários daria mais autonomia e sugeria maior atividade
colaborativa;
-Proporcionava debate sobre o tema de forma assíncrona ou
síncrona de acordo com as possibilidades e em conjunto a turma ou grupo faria
um trabalho final sobre o tema em questão.
-Como professora faria a avaliação individual de cada
aluno em função das atividades realizadas, recorrendo também a diálogo
individual para procurar identidade consensual na avaliação.
Segundo Paulo Freire, “A educação deve promover a autonomia e a
criatividade do aluno para que o mesmo consiga resolver problemas no futuro e
não se torne um mero reprodutor de ordens e de um sistema desigual (FREIRE,
2004).
Nota: Bibliografia a sugerida pela Professora e sites referidos


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